Como conversar com meninas

meninas
original

Não, não é um guia de paquera para garotos tímidos. Este texto da Lisa Bloom nos faz pensar sobre as consequências que nossas atitudes podem ter na educação das crianças, e como podemos mudar parâmetros sociais apenas conversando de modo diferente com uma menininha, segurando o impulso de dizer o quanto ela é linda para surpreendê-la ao ressaltar as outras qualidades que ela tem. Vale dizer que a educação dos meninos também precisa ser repensada, e que autora já escreveu sobre os dois.

UPDATE 04/06/13 ATENÇÃO! >>>> Este texto não é meu, apenas traduzi um texto da Lisa Bloom (original aqui). Ela também já escreveu um artigo sobre como conversar com meninos. A tradução do artigo sobre meninos está aqui.

Como conversar com meninas

Eu fui a um jantar na casa de uma amiga na semana passada, e encontrei sua filha de 5 anos pela primeira vez. A pequena Maya tinha os cabelos castanhos e cacheados, olhos escuros, e estava adorável em seu vestidinho rosa e brilhante. Eu queria gritar, “Maya você é tão fofa! Veja só! Dê uma voltinha e desfile esse vestidinho rosa, sua coisinha linda!”

Mas eu não fiz isso. Eu me contive. Como sempre me contenho quando conheço garotinhas, negando meu primeiro impulso, que é dizer o quão fofas/lindas/bonitas/bem vestidas/de unhas feitas/cabelo arrumado elas são/estão.

“O que há de errado nisso? É a conversa padrão de nossa cultura para quebrar o gelo com as meninas, não é? E por que não fazer-lhes um elogio sincero para elevar suas auto-estimas? Porque elas são tão lindas que eu simplesmente quero explodir de tanta fofura quando as encontro, sinceramente.”

Guarde este pensamento por um tempo.

Esta semana a ABC News informou que quase metade das meninas de 3 a 6 anos se preocupam por estarem gordas. No meu livro, Think: Straight Talk for Women to Stay Smart in a Dumbed-Down World, eu revelo que 15 a 18% das meninas com menos de 12 anos usam rímel, delineador e batom regularmente; distúrbios alimentares estão em alta e a auto-estima está em baixa; e 25% das jovens mulheres americanas prefeririam vencer o America’s Next Top Model a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Até universitárias inteligentes e bem sucedidas dizem que preferem ser ‘gostosas’ a serem inteligentes. Recentemente uma mãe de Miami morreu durante uma cirurgia estética, deixando dois filhos adolescentes. Isso não pára de acontecer, e isso parte o meu coração.

Ensinar as meninas que a aparência delas é a primeira coisa que se nota ensina a elas que o visual é mais importante do que qualquer outra coisa. Isso as leva a fazer dieta aos 5 anos de idade, usar base aos 11, implantar silicone aos 17 e aplicar botox aos 23. Enquanto a exigência cultural de que as garotas sejam lindas 24 horas por dia se torna regra, as mulheres têm se tornado cada vez mais infelizes. O que está faltando? Um sentido para a vida, uma vida de ideias e livros e de sermos valorizadas por nossos pensamentos e realizações.

Eu me esforço para falar com as meninas assim:

“Maya,” eu disse, me ajoelhando até ficar da sua altura, olhando em seus olhos, “prazer em conhecê-la”.

“O prazer é todo meu,” ela disse, com a voz já bem treinada e educada para falar com adultos como uma boa menina.

“Hey, o que você está lendo?” Perguntei, com um brilho nos olhos. Eu amo livros. Sou louca por eles. Eu deixo isso transparecer.

Seus olhos ficaram maiores, e ela demonstrou uma empolgação genuína, mas contida, sobre o assunto. Ela pausou, no entanto, tímida por estar com um adulto desconhecido.

“Eu AMO livros,” eu disse. “E você?”

A maioria das crianças gosta de livros.

“SIM,” ela disse. “E agora eu consigo ler sozinha!”

“Que incrível!” eu disse. E é incrível, para uma menina de 5 anos.

“Qual é o seu livro preferido?” perguntei.

“Vou lá pegar! Posso ler pra você?”

Purplicious foi a escolha de Maya, um livro novo para mim, e Maya se sentou junto a mim no sofá e leu com orgulho cada palavra em voz alta, sobre a nossa heroína que adora rosa mas é perturbada por um grupo de garotas na escola que só usam preto. Infelizmente, o livro era sobre garotas e o que elas vestiam, e como suas escolhas de roupas definiam suas identidades. Mas depois que Maya virou a última página, eu conduzi a conversa para as questões mais profundas do livro: meninas más e pressão dos colegas, e sobre não seguir a maioria. Eu contei pra ela que minha cor preferida é o verde, porque eu amo a natureza, e ela concordou com isso.

Em nenhum momento nós discutimos sobre as roupas, o cabelo, o corpo ou quem era bonita. É surpreendente o quão difícil é se manter longe desses tópicos com meninas pequenas, mas eu sou teimosa!

Eu falei para ela que eu tinha acabado de escrever um livro, e que eu esperava que ela escrevesse um também, algum dia. Ela ficou bastante empolgada com essa ideia. Nós duas ficamos muito tristes quando Maya teve que ir pra cama, mas eu disse a ela para da próxima vez escolher outro livro para lermos e falarmos sobre ele. Ops! Isso a deixou animada demais para dormir, e ela levantou algumas vezes…

Aí está, um pouquinho de oposição a uma cultura que passa todas as mensagens erradas para as nossas meninas. Um empurrãozinho em direção à valorização do cérebro feminino. Um breve momento sendo um modelo a ser seguido, intencionalmente. Meus poucos minutos com a Maya vão mudar a multibilionária indústria da beleza, os reality shows que diminuem as mulheres, a nossa cultura maníaca por celebridades? Não. Mas eu mudei a perspectiva de Maya por pelo menos aquela noite.

Tente isto da próxima vez que você conhecer uma garotinha. Ela pode ficar surpresa e incerta no começo, porque poucos perguntam sobre sua mente, mas seja paciente e insista. Pergunte-a o que ela está lendo. Do que ela gosta ou não gosta, e por quê? Não existem respostas erradas. Você apenas está gerando uma conversa inteligente que respeita o cérebro dela. Para garotas mais velhas, pergunte sobre eventos atuais: poluição, guerras, cortes no orçamento para educação. O que a incomoda no mundo? Como ela consertaria se tivesse uma varinha mágica? Você pode receber algumas respostas intrigantes. Conte a ela sobre suas ideias e conquistas e seus livros preferidos. Mostre para ela como uma mulher pensante fala e age.

Foto do início do post:Larice Barbosa

278 thoughts on “Como conversar com meninas

  1. Juliana, tomei conhecimento do seu blog pelo JustLia. E simplismente me apaixonei, nunca imaginei essa nova forma de se conversar com crianças, logo eu que não tenho tanta desenvoltura com os pequenos… Vc escreve muito bem, e adorei ver um blog tão bom quanto o seu. Parabéns. :D

  2. Sou uma dessas meninas com quem você pede para conversar, e concordo plenamente com tudo, e falo isso para mim mesma e minhas amigas, só que por dentro eu continuo pensando na estética “O que importa é ser inteligente (mas se esforce para ser bonita também!)” Aí, acabo igualando os dois, por consequência do mundo de hoje em que se você perguntar para uma menina como eu (13 anos) o que ela mudaria no mundo com uma varinha mágica, ela não responderia “não ligar mais para a beleza” e sim “todos serem “perfeitos” igualmente”.

    1. Lara, eu te entendo perfeitamente, todas nós nos sentimos assim por mais que a gente tente negar! Infelizmente é assim que o mundo vê as mulheres, e ainda vai demorar muito pra mudar o pensamento das pessoas. Mas acredito que atitudes como esta conversa que a Lisa Bloom propôs são uma solução que pode funcionar a longo prazo.
      A gente tem que aprender a se cobrar menos e a cobrar menos das outras mulheres em termos de aparência. É muito legal se produzir, querer ficar bonita, cuidar da auto-estima, mas a vida não é só isso e todas as nossas qualidades devem ser apreciadas e nossos talentos devem ser incentivados e desenvolvidos. A questão do texto não é que você precisa ser uma “largada” e se dedicar só ao seu cérebro, mas que a sociedade precisa valorizar todos os outros aspectos.
      Adorei seu comentário e acrescento: nós já somos todos perfeitos :)

    2. Você me fez lembrar uma coisa que aconteceu comigo quando eu tinha meus 14 anos,aquela coisa adolescente de classificar os meninos mais bonitos da classe, eu tinha escolhido um amigo que sentava na carteira da frente, ele era mulato e usava óculos de aros pretos, as minhas amigas da época me zoaram pelo fato de tê-lo escolhido e perguntaram por que ele e não os outros, eu apenas respondi por que ele é inteligente.

      1. Amei parabéns e o caminho para um mundo melhor e esse ……como diz (Divaldo franco) se pretendemos mudar o mundo edukemos a crianca só assim poderemos ter novo resultado e um novo fim ……..,.

    3. Lara, me omoci0onei aqui! Passei pela mesmo coisa com meus 14 anos. Sempre tinha colegas muito mais bonitas e atraentes que eu, eu todo dia voltava para casa pensando “elas sao bonitas, mas eu sou inteligente. Beleza vai embora, inteligencia não.” Mas sempre foi muito dificil pra mim lidar com isso, e admito que ainda hoje, aos 26 anos, as vezes ainda é. Hoje me consideram muito bonita, e isso me atrapalha. As vezes parece que ninguem se importa com o que eu penso ou sinto, só com o belo par de peitos que carrego. É muito frustrante!

    4. Juntando seu comentário com a conversa sobre livros: se você ainda não leu, leia a triologia Feios – Perfeitos – Especiais. É uma série de livros infanto-juvenis em que essa sua varinha de condão foi usada e todos se tornaram perfeitos, desde que ninguém pense um pouquinho a respeito. E o mistério é: por que é que ninguém pensa um pouquinho a respeito? É uma aventura meio ficção científica, a personagem principal tem 16 anos :)

  3. oi, juliana! os valores controversos de que falo no texto são, por exemplo, o desejo de aventura, o ímpeto de rebeldia dos rapazes e, por outro lado, uma idéia de que no fim constituir uma família séria, nos moldes, pai-mãe-criança é o sonho de tranquilidade e felicidade. isso dá pra perceber no jack mas é ainda mais notável na marylou, quando ela resolve casar com o marinheiro para ser feliz. (desculpa passar correndo por aqui, espero voltar em breve pra ler seu blog com mais calma)

  4. Olá, esbarrei no seu blog há pouco tempo e já estou toda encantada com seu jeito de ver, pensar e sentir o mundo.
    Atitudes que parecem tão pequenas e ao mesmo tempo tão importantes. Sempre senti essa inquietação por ser admirada por aspectos físicos mesmo utilizando meu tempo na aquisição de cultura, pensando sobre os acontecimentos importantes, lendo obras clássicas, aprendendo coisas novas e prazerosas, provando comidas diferentes e boas cervejas. Parece que faltam pessoas que tenham essa postura crítica e encantada de viver. Confesso que sempre agia com as crianças com atitudes de mesmice em relação aos assuntos, adorei o texto – vejo que é com esse tipo de ação que evitamos a perpetuação dessa cultura do belo e vazio.

    1. Falou e disse :)
      É realmente difícil ir além do “como você é linda”, pois todas crianças sao lindas, mas temos que lembrar de respeitar a inteligência delas e trazer algo que as ajude a crescer com uma visão mais livre de mundo.
      Adorei seu comentário, obrigada!

  5. maravilha de texto… concordo.. depois que assisti “lista de clientes” é que parei com elogios de beleza por aqui.. o filme fala de uma moça lindaaa que a mãe ressaltava sempre a beleza dela, foi miss e tal.. e qdo grande ela começa a “ganhar a vida” com a sua beleza e ainda culpa a mãe por
    faze-la acreditar que com sua beleza ela teria tudo o que quisesse na vida!

  6. Juliana concordo com vc e uso dessa tatica para conversar não só com meninas mas com meninos e adultos tambem pois eles são os que criam as meninas e meninos só que um pouco de vaidade não faz mal a ninguem e nunca sabemos se naquele dia o que a pessoa (seja ela qual for) precise que alguem diga que ela é bonita…. como tenho cancer e me considero inteligente no periodo em que estava emm tratamento com queda de cabelo e todos os outros sintomas que um tratamento de cancer causa no dia emque colocava uma roupa melhorzinha ou penteavA o cabalo diferente antes de falar sobre politica, religião ou mesmo brincar com a minha filha era bom demais ouvir “como vc esta bonita hj”…..

    1. Oi Poliana, elogio é sempre bom! Claro que ainda temos que dizer o quanto as pessoas sao bonitas. É importante também valorizar todos os tipos de beleza, estar sem cabelos nao significa estar feia :)

      Obrigada por compartilhar sua historia e por usar essa tática com todos, acho genial. Sao palavras como a sua que fazem ter um blog valer a pena. :)

      Te desejo uma ótima recuperação!
      Bjs!

      1. Graças a Deus ja estou em acompanhamento e espero que minha pequena de 4 anos não tenha sofrido muito durante esse periodo negro!! Li todosos comentarios e agora não me lembro do nome da pessoa que disse algo sobre novelas e moda… acredito que nossos filhos naõ devam assistir as novelas e filmes que não sejam educativos acho que até nos mesmos pois é tanta violencia, futilidade e falta de conteudo que me choca as pessoas que deixam seus pequenos assistirem novelas….. canais com desenhos e programas educativos não poem a vaidade em primeiro lugar e sim a solidariedade e inteligencia….

      2. Também acho importante controlar o que os pequenos assistem, Poliana. Eu trabalhei na produtora que faz o Peixonauta e a questão do conteúdo é importantíssima para eles.

    1. Oi Célia, o texto propõe a inversão porque nao estamos acostumados a falar assim com as crianças, o primeiro impulso é sempre ressaltar como elas sao lindas!

      Mas é claro que o ideal é o equilíbrio, elogiar a aparência física também ajuda na formação da auto estima e confiança. O que nao podemos é valorizar apenas este aspecto o tempo todo.

  7. Juliana, parabéns pelo post, é fantástico… espalhei para toda minha rede! Acredito que com o tempo teremos uma nova perspectiva sobre as mulheres, valorizando o que somos em nossa integridade e não apenas pela nossa beleza ou outros atributos físicos. Espero, se um dia os tiver, criar meus filhos sob essa nova visão de mundo!

  8. Muito bom o artigo da moça, especialmente sobre a questão do estupro. Uma ponderação, apenas, principalmente por ser ela professora de Letras e dar, corretamente, grande valor ao significado das palavras. “Vadia” não está incorporado ao nosso léxico no sentido atribuído no texto. A vadia/o é quem não trabalha. Claro que tem sentido pejorativo também. Mas não o que foi usado na marcha. Vadia, nessa acepção, é importação norte-americana (ou pelo menos das traduções dos filmes americanos). Aqui, se usa puta, quenga, mulher perdida, rapariga e por aí vai.Ressalto por um motivo mais abrangente: embora seja positivo se espelhar em movimentos similares no resto do mundo, certas “importações” de conceito são problemáticas.

  9. Texto simplesmente fantástico, e por incrível que pareça, algo que eu já havia me dado conta e por sorte já andei pregando por ai inclusive na minha família.

    Parabéns, e espero que esse artigo mude a vida, ou pelo menos as ideias, de muitas pessoas por ai.

  10. Juliana, você deve ser uma criatura adorável!!! Maravilhoso seu texto! Preocupação absolutamente válida! As vésperas de fazer 50 anos, fico incomodada em como a inversão de valores tomou conta do mundo. Entendo que a força de criação e mudança que as mulheres possuem, vem sendo bloqueada, porque estamos em todas as gerações, aceitando o bombardeio de uma mídia selvagem e gananciosa em nos tornar meras coisas, que consomem, compram, compram. Estamos deixando cada vez mais de lado, a importância em desenvolver nossas mentes, espíritos e vamos nos desligando dos vínculos ideologistas, da vontade de participar da construção de um mundo melhor, que norteou minha geração em sua juventude. Vejo que estamos massificando as preocupações com estética e com sexualidade. Vejo muitas mulheres de todas as faixas etárias, se preocupando exageradamente em ser sexys, em ser belas. Tanta energia, dinheiro e tempo desperdiçados!
    Ver uma jovem como você, com essa sacada, me enche de esperança!

  11. Penso que temos que ficar bem atentos ao contexto em que o que agimos.
    Talvez levar ao extremo também não seja bom, elogiar, louvar alguém pela sua aparência física, ou outra coisa, faz parte da consumação da alegria que temos em vê-la e o que pensamos da pessoa. Claro que um “O que você tem lido?” é muito legal.. mas eu não saberia como reagir se chegasse numa comunidade carente e me respondessem que não sabiam ler.. que não tinham acesso a livros.. ou algo do tipo. Isso pode despertar interesse, claro, ou pode deixar as pessoas mais tímidas, ou colocar uma barreira em você “Oh, estou aquém de seu Q.I. …”. Um “Você está/é linda!” também é muito importante e faz muita diferença na vida das pessoas que as vezes cresceram ouvindo o contrário e/ou não recebem muito afeto. Mas achei muito legal o texto.. me fez repensar o assunto que converso com as meninas.. e agora fico pensando até nos meninos.. o que deve ser comum eles ouvirem e o que isso gera neles.
    Abração!

    1. Eu concordo, e diria mais: Uma coisa não anula a outra :)
      Vc pode dizer que ela é linda e pode dizer que ela é inteligente, não são afirmacões contraditórias.
      E discordo profundamente quanto ao comentário: Você prefere ser gostosa do que ser inteligente. Achei meio preconceituoso achar que só porque a mulher é bonita significa que ela vai ser burra :/
      Sei que não foi a intencão do texto, mas, não vi motivos para não dizer que ela é linda, se isso não impede que você também diga outras coisas ^^
      No mais, palavras são palavras, as atitudes dos outros e exempos é o que os baixinhos irão copiar :) De nada adianta falar “que legal! Livros!”, se a crianca nunca verá os pais com um na mão lendo…

  12. “Ensinar as meninas que a aparência delas é a primeira coisa que se nota ensina a elas que o visual é mais importante do que qualquer outra coisa.”

    Sério ? acho que a aparência é a primeira coisa que se nota em QUALQUER coisa, não só em pessoas, como em animais, plantas e até coisas.

    Mais um texto TOSCO de engenharia social pra crianças.

    1. Ok, a aparência é a primeira coisa que se nota, mas nao deveria ser a ÚNICA. O texto mostra uma alternativa ao padrão de conversa ” que vestido bonito, que carinha linda” que a gente sempre acaba usando para falar com crianças, e geralmente para por aí, sem estimular outro tipo de conversa.

  13. Falou tudo! Adorei o artigo. Aqui em casa tenho duas pequenas de 03 e 06 anos, e muitos livros, que faço questão de ler com elas e deixar que elas me contem depois as histórias, com sua perspectiva. A de 6 prefere ler para nós, e depois recontar a história do seu jeito. Nós não deixamos de mimá-las e dizer a elas o quanto são/estão lindas, mas amamos a arte e a cultura e as incentivamos a gostar. Vc está de parabéns por abordar o assunto, que muitas vezes, de tão corriqueiro, passa despercebido.

  14. Ótimo texto, excelente reflexão! Me faz repensar a forma de dialogar com meninas e meninos, que esta a mercê de alguns estereótipos, rótulos inseridos na sociedade.
    Me permita repassar, precisamos difundir essa reflexão. Abraço

  15. OI, Juliana, tenho um blog sobre o universo infantil, fiz um post hj falando sobre essa reflexão de que espelhos oferecemos as nossas pequenas. Barbies e Princesas? Apenas? E recebi de uma amiga a indicação deste texto, que acrescentei na hora ao meu post no http://www.corujices.com. Amei o texto e espero que esta semente seja lançada e frutifique cada vez mais! Bjs

  16. Gostaria de ver uma versão para meninos…. tenho um filho de 8 meses e me confesso perdida sobre esse novo mundo masculino…
    Achei o texto muito interessante! Obrigada

    1. Oi Celi, na minha opinião o texto também serve para meninos, todos são vitimas do machismo, meninas e meninos são ensinados a fazerem “coisas de cada gênero”, acho que a ideia de buscar uma abordagem mais inteligente para quando se conversa com crianças (e adultos também) é universal e deve ser praticada sempre que possível.

  17. Nossa mãe,essa me pegou na veia,que texto lindo ! particularmente me senti tocada,pq tenho um sobrinha de três anos ( coisa mais linda do mundo rs) e infelizmente,todos nós sempre ressaltamos muito isso pra ela,ao ponto dela,sempre que se arruma,se apresenta na sala calada,só olhando e esperando o elogio,depois de um tempo isso começou a me incomodar,fico tentando me policiar e é complicado,com todos os outros ao redor fazendo isso,vou repassar esse texto pras minhas irmãs,felizmente,todas temos uma conduta mais feminista,creio que não vai ser difícil tentarmos mudar isso. Muito obrigada.

  18. Oi Juliana!!! adorei o texto!!!! é importante tudo o que voce falou.. sou de Argentina, e acontece a mesma coisa.Temos que espalhar essa ideia pra mudar alguna coisa!!! Beijos!

  19. Me desculpe, mas não concordo muito com essa versão de “como conversar com meninas”. Crianças gostam de todos os tipos de elogios e incentivos, e cada uma tem a sua maneira bonita de ser.
    Minha filha de 11 anos sempre foi elogiada pela beleza e sempre gostou de livros, não por causa da opinião dos outros, mas, pelo exemplo que ela vê em casa. Ela prefere ganhar um monte de livros de Natal ou de aniversário do que qualquer outro presente. Ela escreveu um livro infantil com apenas 7 anos :)
    Tenho também um menino de 4 que é bastante elogiado, e, como a irmã, sente um verdadeiro fascínio pelos livros.
    Nenhum dos dois é muito preocupado com beleza ou roupas, eles preferem estar confortáveis.
    Crianças dependem de estímulos e exemplos, e, se os próprios pais não se preocuparem com isso, dificilmente um encontro casual vai mudar comportamentos.
    A Maya do seu texto iria adorar a sua explosão de fofurice ao vê-la, assim como deve ter adorado ler o livro com vc…e parece ser uma menina muito bem educada :)

  20. O texto é ótimo e trás uma alternativa para a abordagem de conversa tradicional com crianças, mas o que mais me chamou a atenção foi as respostas da Juliana Moore, dona deste blog, incrível como ela consegue criar diálogos e questionamentos maduros mesmo frente a respostas ignorantes e de baixo calão, lidar de maneira madura com pessoas que não entendem e criticam tudo é difícil até mesmo para as/os feministas mais ativos/as.
    Meus parabéns!

    1. Obrigada! Acho muito legal a dimensão que isso está tomando e a discussão que está sendo gerada, tento pensar do ponto de vista mesmo de quem discorda. E estou impressionada como a maioria dos comentários são educados e positivos :)

  21. Adorei o texto. Me falou profundamente como tio de três meninas e quatro meninos. Sempre que posso, compro livros para elas e eles. Os mais lúdicos possíveis e distantes dos papéis predefinidos. Mas me preocupo com uma delas, já chegando à adolescência. É uma menina incrível, mas com algumas questões relacionadas ao aprendizado e que praticamente não lê livros. O texto me deu muita vontade de perguntar sobre leitura, mas tenho receio que uma negativa possa criar frustrações, deixá-la envergonhada e agravar uma auto-estima um tanto baixa. O quê vocês me sugerem?

    1. Oi Guto, por que você não começa a falar sobre um livro que você tenha lido? Tenta ver do que ela gosta e busque isso, talvez seja mais fácil do que simplesmente jogar uma pergunta que pode colocá-la numa situação desconfortável. E não precisa ser livro, pode ser um site com mais conteúdo, uma reportagem, algo que ela queira buscar depois.

      Espero ter ajudado, obrigada pelo comentário!

  22. Quando era criança, sempre aparecia algum adulto (que nem me conhecia) me dizendo que eu era muito bonita, mas precisava emagrecer pois estava “gordinha”. Isso sempre me constrangeu e me traz problemas até hoje, gostaria muito que tivessem feito comigo o mesmo que foi feito a essa garotinha!!!

  23. Muito bom esse texto. Me identifiquei horrores! Eu recentemente tenho enfrentado problemas inesperados na minha aventura adotiva. Minha pequena, quando chegou nas nossas vidas, tinha preocupações com o peso, achava que tinha espinhas (detalhe que ela tem CINCO ANOS, como a garotinha com quem você conversou!), e era altamente preocupada com personagens de novela, com o que é moda, dividia o mundo em ‘coisas de piá’ e ‘coisas de menina’, e mais uma enorme bagagem de coisas que me deixaram de cabelos em pé… Aos poucos, estamos mudando isso, e devagar ela está voltando a ser criança, com preocupações compatíveis com a idade dela.
    E, sim, ela é realmente muito bonitinha, mas me preocupa o fato de que com cinco anos, ela não teve nenhum estímulo a ser algo além de bonita.

  24. Muito bom! Isso deveria se repensado por todos! Cada vez mais se valoriza a beleza, e menos o intelectual. A baixa auto estima das pessoas levam a banalização da moral e vulgarização das pessoas. Precisamos de uma sociedade que valorize as pessoas pelo intelecto e não pelo corpo, começando pela mídia!

  25. Tenho três filhos: Um de 21 anos e outro de 19 anos, e a quatro meses nasceu a Ana Luíza. Quando falo sobre ela, sempre procuro dizer o quanto é experta, alegre e inteligente. Obrigado pelo texto tão importante em nossa sociedade!

  26. Oi Juliana, tudo bom? Gostei bastante desse texto da Lisa Bloom. Aqui no Brasil, alguns pesquisadores da Psicologia da Usp fizeram recentemente um estudo sobre a identidade das meninas em relação às princesas da Disney. Pode te interessar. Eu escrevi sobre isso no meu blog. Se quiser/puder, dê uma espiada. http://migre.me/eLksN

  27. Este texto me fez sentir muito bem, já que sou mãe de uma menina de 13 anos, e desde antes de ela nascer eu já incentivava valores diferentes do que a grande maioria da nossa sociedade prega. Antes dela, eu tentava agir assim com primas e sobrinhas, dava livros de presentes, procurava me interessar pelo que elas pensavam, em vez de valorizar a beleza. Era considerada a chata da família. Veio minha filha e eu pude aplicar nela o que penso da condição feminina. Mas, como se fosse um karma, ela saiu linda, e agora, está alta e magra. Adivinha? Em todos os lugares aonde vamos as pessoas perguntam se ela é modelo, e quando eu digo que não, que ela estuda, todos me olham como se eu fosse uma bruxa. Mesmo assim continuo brigando contra a maré geral. Se ela quiser ser modelo mesmo, terá que ralar e estudar muito antes, e vai ter que arcar com a decisão. No mais, este post já virou uma febre na internet, parabéns!

  28. Não concordo 100%com o texto.Acho SIM a inteligência e outros valores estão acima da aparência.Mas beleza ao menos pra mim,vem de dentro pra fora…..e o que esta por fora é muito importante pra construção da auto-estima.
    e outra ….beleza não tem nada haver com futilidade e vulgaridade…..beleza é se amar…
    As pessoas feias tendem a desprezar a beleza pra se sentirem melhor….simples assim.
    e pessoas que valorizam demasiadamente conhecimentos querem simplesmente mostrar que sabem,ficando CHATAS….
    usam a inteligência do mesmo jeito que as bonitas usam a beleza….pra se auto afirmar..
    consequência disso:perdem o equilíbrio…querem conversar sobre física quântica na mesa de um bar…pois não sabem ter assuntos divertidos,leves, agradáveis e bobos…
    Temos na verdade que mostrar pra uma garotinha que a vida é equilíbrio
    ela não precisa andar desarrumada pra ser inteligente.

    1. A conclusão do seu comentário diz tudo, Mayara. Não acho que há uma supervalorização da inteligência no texto, apenas uma outra maneira de conversar com as meninas para que elas entendam que esse lado tambem é importante.

  29. Esse texto me lembrou de uma pesquisa que li há tempos que diz que as crianças que recebem inventivos do tipo “que menin@ inteligente, espert@” tornam-se muito mais bem-sucedidos e felizes no que fazem, pois esforçam-se para desenvolver o interior e não aprimorar o exterior (procuro utilizar essa metodologia pra educar meu filho). Não que não devamos nos cuidar, mas cada um já tem a sua beleza peculiar e não é por causa de uma maquiagem que vai se conseguir um marido ou um título de mestre.

  30. Olha, tenho uma garotinha de 8 meses e foi bom ler isso, pois realmente muda um pouco nossas perspectivas. Tentar ajudar a termos pessoas melhores, no sentido de pontuar uma gama maior de valores, não que a beleza seja um problema, mas passa muito menos pelo esforço pessoal do que a busca pelo conhecimento.

  31. poxa, adoro elogiar as meninas (de todas as idades) e sinto q elas adoram também. será que é funcional, deixar de falar da beleza e perguntar sobre coisas que você não dá a miníma? isso não transmitiria uma energia incoerente para a criança? não é melhor ser verdadeiramente fútil do q dissimuladamente cult? e do q adianta falar de livros e pensamentos com a criança, quando ela só vê a mãe comprando roupas e se preocupando com a maquiagem e pneuzinhos? bjs!

    1. O problema não é elogiar, Rodrigo, é fazer só isso! A personalidade e os interesses que a criança desenvolver depois vão dizer se ela será fútil, cult, ou uma pessoa que sabe balancear as duas coisas, mas é importante que os pais mostrem todos os caminhos e depois ela escolha por si mesma. As mães também precisam olhar para si mesmas e quebrar o ciclo de cobrança com a beleza que transmitem a suas filhas.

  32. Oi Juliana. Gostei muito de seu texto e gostaria de acrescentar uma opiniao. E pq nao conversarmos com os meninos? Afinal, os padroes de beleza e de como se viver nao sao restritos ao grupo das mulheres. Muitos homens tbm sofem com eles pois tbm foram vitimas quando criancas. Portanto, eh importante um papo e ter atitudes bacanas com as criancas em geral ( meninos e meninas ).

    1. Claro Mirella! Os meninos também sofrem cobranças bobas de gênero, temos que pensar dos dois lados. E ficar de olho porque a mídia já está “vendendo inseguranças” e padrões de beleza para os homens também. Uma sociedade de pessoas infelizes é ideal para o consumismo, não podemos deixar que isso se prospere.

  33. O tipo de texto que não dá pra tirar e nem por.
    Sou mãe de 2 meninas e estou grávida da terceira e mesmo tendo os meus “escorregões” é estimulando o lado culto delas, muito mais do que o lado físico que eu pretendo criar meninas pensantes e interessantes.
    Beleza acaba, Inteligência cresce.

  34. Que belo artigo! Adorei e vou praticar com a minha filha e com as meninas todas que encontrar. Excelente. Obrigada, você está ajudando muitas mães de meninas e a sociedade como um todo. Espero que se espalhe essa ideia. Farei a minha parte. Um abraço!

  35. Maravilhoso texto e ponto de vista. Identifico-me com essa maneira de conversar com crianças em geral, pois quando eu era uma também não gostava de ser bajulada, e quem só vinha falar de coisas fúteis pouco me causava prazer em conhecer. Crianças são espertas e inteligentes, e assim precisam ser incentivadas a se desenvolverem. :)

  36. Concordo, mas creio que isso deveria ser estendido ao meninos também. Infelizmente os esteriótipos de gênero se estendem à ambos gêneros (se é que são só dois). Não falta meninas que só sonham em ser modelo, mas também não faltam meninos que só sonham ser jogadores de futebol.

  37. Não sei se é fugindo do assunto que uma menina vai deixar de ser neurótica por sua própria aparência. Nunca me fugiram desse assunto, pelo contrário. Tenho uma mãe obcecada por essas questões. Mas eu, sem dúvida alguma, não sou sufocada pela minha vaidade – que aliás, é bem pouca. Concordo que temos que ter outros assuntos com meninas, mas temos que ter outros assuntos até com a gente mesmo. Provavelmente, quem enche as coitadinhas com assuntos estéticos é porque enche também a si mesmo. Então, não vejo o menor problema em dizer que a menina está linda! Todos gostam de ser lindos! O problema é ficar só nisso, é cobrar beleza o tempo todo. Então, quando reencontrar a Maya, se eu fosse você, falava pra ela o quanto ela está linda porque a aparência é a primeira coisa que vemos num encontro e isso é normal. E ela vai ver que o exterior é bacana, mas que o papo sobre livros é muito mais envolvente e interessante do que os elogios.

    1. - infelizmente você não entendeu nada do que a autora falou –‘ Por mais que “a aparência é a primeira coisa que vemos”, o que a autora quer expressar é que esse pensamente errado não deve ser repassado para crianças como Maya! Se da próxima vez que ela ver Maya e expressar à ela que a relevância da aparecia a ela, toda sua filosofia será quebrada! O foco está em criarmos seres disposto a oferecer coisas belas ao mundo, mesmo sendo “feias”, e serem felizes assim. E se Maya fosse feia ? O objetivo é mostrar a ela o quanto ela pode oferecer ao mundo, não aumentar seu ego. O FATO de todos “gostarem de ser lindo” é um fato ridiculo, e irrelevante, pois as pessoas deveriam gostar de ser inteligentes, sábios, críticos, autênticos e revolucionários, porém, as pessoas insistem em focar o exterior, infelizmente!

    2. “Então, não vejo o menor problema em dizer que a menina está linda! Todos gostam de ser lindos! O problema é ficar só nisso, é cobrar beleza o tempo todo.” – Este é o ponto do texto, Luisa. A autora não considera um problema dizer que ela está linda, mas se segura para testar que outras opções podemos ter.

  38. Adorei o texto, e realmente é um aspecto interessante abordar sobre o conhecimento e não sobre a aparência, de cara, já quebra uma lógica que quase nunca é usada, passando a aparência, sempre tão valorizada para segundo plano. Acredito que, como postou alguém acima, esse texto deveria ser lido e usado por todos e não somente para abordagem de meninas e sim para todas as pessoas. Grande abraço.

  39. Adorei o texto e é muito triste perceber que o mundo passa menssagens e destorcem valores para todos nós, independente de sermos crianças, homens ou mulheres. É muita coragem sua tentar ensinar outra perspectiva, uma vez que é uma tarefa quase que impossível hj, parabéns.

  40. Boa… é uma luta constante quando vc tem uma dessas então. Eu a vejo quinzenalmente (por hora)… mas adoro levar desafios de toda natureza e ela ama saber que a admiro em várias frentes.. .a aventureira, a bailarina, a nadadora, a que conta as melhores histórias e por aí vamos… Eu não deixo de dizer quando eu a acho realmente linda ou bem vestida, claro, mas esta está bem longe de ser uma de nossas conversas! E eu vou ficar muito feliz se, quando ela crescer, estas conversas e vivências a tornem uma boa pessoa para a sociedade do tempo dela e ainda a ajude triar suas amizades e direções na vida! Um grande abraço a todos.

    * É bom falar sobre isso com vocês também.

  41. … “cada palavra em voz alta, sobre a nossa heroína que adora rosa mas é perturbada por um grupo de garotas na escola que só usam preto. Infelizmente, o livro era sobre garotas e o que elas vestiam, e como suas escolhas de roupas definiam suas identidades.” Mais uma vez o preconceito por quem usa roupa preta, como se isso definisse a personalidade de alguém, até quando?????? >'<

  42. Belíssimo post! Concordo plenamente! E a questão é ainda mais profunda, é um mau da sociedade moderna… padrões de beleza, estética, moda, moral, costumes, “politicamente correto”, tudo isso não passa de um engenhoso processo de “adestramento social”, ou seja, as pessoas devem seguir as “normas”, serem normais e perfeitas, caso contrário, serão rejeitadas. O ÚNICO, único mesmo, modo de se virar esse jogo, é que todos seres humanos busquem sua “essência”, seu EU interior, sua “verdade interior”, o que é plenamente tratado, notadamente, pelas tradições ORIENTAIS de filosofia e religião, como o budismo, hinduismo, jainismo… e fundamentalmente, as pessoas devem MEDITAR, que é o principal caminho rumo ao interior… e como principal instrutor ou “mestre” para essa jornada interior, recomendo à todos vocês lerem as palavras e ensinamentos do “guru” e amigo, OSHO (ou Rajneesh). Para iniciar, podem pesquisar por aqui >> http://www.palavrasdeosho.com/ <> http://www.osho.com/ << , tem como acessar em português, e para lerem os livros, basta se cadastrarem, é simples. Muita paz e saúde para todos, continuemos pensando e evoluindo…

  43. Muito bom, mandarei para amigos. Tenho uma filha de 9 anos, e sinto que ela já vive demasiadamente preocupada com cabelo e aparência física em geral. Não moro com ela, mas mando livros e bonecas diferentes (feitas de pano ou outros materiais, crianças, vovozinhas, negras, etc.)

  44. Adorei o que você escreveu. Eu sempre me policiei na forma como trato as crianças no srntido de ser educada com elas. Sempre percebi que muitos adultos não dão bom dia/boa tarde/boa noite para as crianças quando chegam, mas dão bronca se elas não o fazem. e outras coisas como pedir por favor/livença/obrigado. Mas essa questão da beleza nunca me passou pela cabeça. Vou refletir sobre o seu texto e repensar minhas atitudes.

    E criticos de plantão: a moça não escreveu uma tese de psicologia infantil, ela escreveu um post num blog, não da pra abordar todos os pormenores e contextos de um assunto tão complexo né.

  45. Você tem a tradução do outro texto que ela cita – como conversar com meninos – gostaria de ler, afinal tenho 2 em casa!! se não tiver traduzido pode ser o link para o original e inglês mesmo.

  46. Que bacana! Costumamos ser tão automáticas nesse tipo de situação. Confesso que não havia pensado nisso. Elogio muito minha filha de 3 anos quanto a sua aparência, mas porque realmente a acho linda, mas a elogio muito quanto ao seu jeito de ser e o que gosta e faz também. Mas tá aí, um assunto a se pensar..Gostei. Parabéns!

  47. Olha eu sou homem e adoro mulheres sem maquiagens e felizes com o seu corpo, não gosto de ir no shopping ficar vendo vitrines ou desejando coisas fúteis. Homens querem mulher andando de calcinha pela casa como Adão e Eva, não tem coisa mais sex que isso, mas não, as mulheres querem perder o seu tempo se arrumando e ainda dizem que é para a gente não troca-la por uma mais gostosa. Eu nunca trocaria uma mulher dessa na minha vida porque essa é a mulher perfeita, a mulher dos sonhos, aposto que não é só o meu mas de todos os homens de verdade.

  48. Incrível, nunca tinha pensado nisto! Já dei um livro pra minha afilhada de 1 ano, daqueles com figurinhas coloridas e brilhantes, pra ela se acostumar com a ideia.. ela gostou, pediu que eu lesse mais de uma vez e mesmo no meio de um monte de brinquedos ficou bem atenta, o que me deixou muito feliz, mas por outro lado, não vi interesse nos pais de prolongar esse costume! Então me desestimulei um pouco, mas agora.. voltarei a ativa e darei um novo livro! =D

  49. Muito bom o texto. Encontrei agora ,e pretendo ter mais dados sobre a autora do livro.
    Meus filhos já estão adultos,mas gosto de compartilhar com amigos. Acredito muito em mudanças verdadeiras,quando conseguimos mudando nossa consciência.

  50. assunto polemico !|não sei até onde essa sociedade machista interferiu na minha personalidade e nas minhas escolhas mas na minha opinião é muito bom pra qualquer pessoa se sentir bonita dificil disernir o que ´é da natureza humana e o que é da sociedade capitalista e machista, O texto nos abre os olhos para nos dar conta até onde colaboramos com tudo isso

  51. otimoooo. adorei. por isso desde que conheci minha esposa a incentivo a trabalhar pois sempre admirei mulheres de conteudo. vou treinar com minha filha de 6 anos e minhas sobrinhas. bjs

  52. Texto belíssimo que vale cada segundo de leitura! Necessário em um mundo onde beleza vale cada vez mais e inteligencia cada vez menos. Nunca tive esse alguém para me perguntar se eu gostava de ler e o que estava lendo, mas atualmente, simplesmente AMO meus livros e morro de raiva quando dizem que eles não valem nada ou não trazem nada.
    Crianças precisam ler, ler traz conhecimento e vale mais do que muita coisa que se vê por ai, e no final das contas, o que vai diferenciar uma pessoa da outra será o conhecimento. O tempo passa, as pessoas envelhecem, as rugas chegam e não há cirurgia que faça a beleza durar para sempre. Se ela é seu parâmetro para tudo, como vai viver quando ela não mais existir?

    Blog lindo. Beijos.
    Laury.

  53. Assim como todas as mulheres, me preocupo com a beleza… Com o cabelo, corpo, unhas, não devo negar… No entanto, as vezes me sinto um pouco “desvalorizada”… Já li tantos livros, me interesso por tanta coisa, já assisti a tantos filmes, tenho um baita conhecimento dentro do meu gosto musical… E as pessoas, só me perguntam o que fiz no cabelo, qual base passei para a unhar crescer, qual dieta que fiz, onde comprei minha roupa… Admito que fico até triste. É bem complexa essa questão da pressão na mulher pela beleza, levando em consideração que isso começa desde pequenina. Acredito que a mente da humanidade vai demorar (e muito) a mudar, mas acredito que ainda podemos sempre pensar na mudança e fazendo por onde ela acontecer.

  54. Reblogged this on Ato ou Efeito and commented:
    Talvez eu não tenha a chance de perguntar a uma menina sobre sua mente, então faço isso aqui, me dirigindo a todas as “meninas” (e aos meninos, que merecem o recado): sua cara limpa, talvez cheia de marcas, como a minha, seu pijama rasgado, o tênis desamarrado e o jeitão menina de ser casam muito bem com a sua inteligência. E é isso que eu admiro em vocês: a inteligência, o fato de você ser pensante – e eu acho que é mais pensante que nós, meninos. Por que isso não dá pra mudar muito, na real. É quem você é. A beleza dá – e em geral, o tempo muda para o que a sociedade considera feio.

    Texto obrigatório (no original, aqui: http://migre.me/eM6cX)

  55. Nunca cheguei a pensar nesses elogios já como uma influência. Parando para pensar, realmente pequenas meninas são bombardeadas por esses elogios. Vou me esforçar ao máximo para aplicar no meu comportamento. E aliás, excelente texto.

  56. Adorei, pois tenho uma filha de 9 anos loirinha de olhos azuis e todos falam sempre a mesma coisa…..vai ser modelo……isso me incomoda pois ela é muito inteligente, adora ler mas está cada dia mais preocupada se ela é gorda., sendo ela bem magra e alta, quando as pessoa irão perceber que ela é inteligente, determinada. E acredito muito que as palavras tem poder, por isso sempre que posso enfatizo os pontos positivo e assim determinando a vitória para a vida dela, logo destes estereópitos pré-determinados pela sociedade.Estou farta disso.

  57. Juliana, uma pergunta: por acaso você era uma menina que se vestia de vestidinhos rosas cheio de babados?
    Eu chutaria que não.
    Posso estar enganada aqui, mas infelizmente a maior força de resistência a isso precisa vir de dentro para fora.
    Você mesma disse: a maioria das universitárias PREFERE ser gostosa.
    A suposição de que isso seja imposto é meio forte. O mais provável é que a mensagem da massa só alimente alguma necessidade que já existe dentro da maioria das pessoas, e mulheres.
    Acho que ter modelos de mulheres que vencem pelo cérebro e tem outro estilo de vida é ótimo, demonstra que é possível para uma mulher identificar-se com outros modelos.
    Mas a verdade, dura e difícil de engolir é que, dada a oportunidade, 95% da mulherada gostaria mesmo é de ser a Posh Spice.
    Assim como 95% dos homens gostaria de ser o marido da Posh Spice em vez de ser o Einstein…
    Não é sexismo: é aceitar que a maioria é burra…e talvez seja necessário que seja assim, para organização da raça humana?

  58. Adorei seu texto e sua experiência! Isso se aplica não somente as meninas, ou sobre aparências! Essa prática é transformadora de relações e de pessoas: Agachar, olhar nos olhos e cumprimentar sem tratar a criança como um urso de pelúcia e sim como um ser humano e a maravilha de ser criança. Tenho um menino que vai fazer 4 e tenho experimentado essa “técnica” que na verdade já virou um hábito.
    Sucesso e abraço! PS. Por acaso também trabalho com animação e arte!

  59. Os nossos filhos são reflexos do que somos. Não adianta cobrarmos deles que não é legal super valorizar a aparência, se nós mesmos fazemos isso o tempo todo e, nem lembramos qual foi a última vez que lemos um livro ou nos preocupamos de fato com a saúde ao invés da estética. A geração de hoje está toda errada, e a culpa é nossa, pais deturpados e culpados.

  60. Texto bastante interessante. Aproveitando o ensejo, gostaria de sugerir a leitura do livro “A Diferença que o Pai Faz”, onde o autor cita, entre outras coisas, uma pesquisa que constatou que “de 39 meninas adolescentes que sofriam de anorexia nervosa, 36 delas tinham um denominador comum: falta de um bom relacionamento com o pai.”

  61. Parabéns!!! Adorei o texto… Tenho uma menina de 5 anos, e minha mente se iluminou muito com essa leitura… Vou passar a aplicá-la imediatamente! Aproveitando, segui o link e li também o texto sobre conversar com meninos (já que também tenho um filho de 16 anos), e percebi que também posso ajudá-lo no gosto com a leitura (espero que não seja tarde demais)… Lembro-me que na minha infância e adolescência eu devorava todo tipo de leitura, o que me ajudou deveras e sem esforços na escola… Parabéns e obrigado!!!

  62. eu amei…tenho uma filha de 6 anos e estimulo ela a ler dando sempre livros de presente e a levo em livrarias de shopping que ela adora passar o tempo sentadinha ali….lendo….rs vou treinar mais essas outras dicas com ela e com as amigas dela….valeu muito a dica, temos que pensar nisso!

  63. Simplesmente sensacional!!!! Eu como pai de uma menininha de 1 ano e 8 meses precisava aprender a conversar de uma forma completamente diferente e inteligente… Só tenho a agradecer a autora por me abrir os olhos!!! Fantástico!

  64. Essa escritora é simplesmente… LOUCA! E chata e, meu deus, nem precisava dizer que é americana, com tantas técnicas bizarras de abordagem, padrões, métodos prontos… Dizer a uma menina de 5 anos o quanto ela está bonita não vai tirá-la da universidade, não se ela quiser ir, se tiver tido boas oportubidades de estudo (outros 500). Enfim, entendi a ideia do texto, seu receio em razão da forma pela qual a sociedade, hoje, trata, cobra e pede às mulheres que estejam sempre bonitas, sejam gostosas…. Tantos valores invertidos. Entendo tudo isso. Mas sério, eu sinceramente acho que vai muito mais de casa, da criação que a criança recebe. Os valores que lhes são passados em família e comunidade, exercem mais influência no adulto que virá a se tornar do que toda a mídia e padrões culturais e estéticos vigentes. É o que acho. O texto é bem bobo na verdade, parte mais idiota: “Eu falei para ela que eu tinha acabado de escrever um livro, e que eu esperava que ela escrevesse um também, algum dia”. OK, ela se acha no direito de dizer novos padrões… Hahaha. Tadinha de Maya, que nunca mais a encontre na vida.

    1. Me desculpe caro Pedro, mas se tem alguém que é louco e bizarro aqui este alguém é você! Sugiro que você leia o texto novamente quantas vezes forem necessárias, até que seu cérebro lerdo e machista consiga compreender que a forma de se conversar com garotinhas de 5 anos podem sim ajudá-las a amadurecerem como pessoa. Se a criança cresce num mundo cercado de leklelek é quase certo que se transformará numa jovem fútil, enquanto que se a criança cresce num mundo cercada de boa educação e boa conversa fará com que ela se torne uma pessoa culta e inteligente.

  65. Meu muito obrigado à Juliana Moore, por redigir um texto interessante e inteligente. De como nós mães, tias, madrinhas, amigas… de menininhas lindas e maravilhosas, podemos trata-lás sem exaltar demais sua aparência, e esquecendo de mostrar valores importantes para seu desenvolvimento pessoal e intelectual.Sou mãe de uma garota de 5 anos (linda) toda cor de rosa….

  66. Excelente!
    Tenho uma filha de 3 meses e pude ver que já me encaixo no perfil de elogiar a beleza dela. Vou guardar esse texto para ler de vez em quando e lembrar do que minha filha realmente precisa.

  67. A complexidade da exigência do belo é uma escravidão de fortes amarras e perdura por toda uma vida se não conseguir se auto alforriar .
    Vc mostrou que é possível – não elogiar uma menininha linda que esta habituada ser enaltecida por seus atributos e buscar por sua personalidade, suas preferencias, além da estética. Aprendi muito, muito obrigada por partilhar dados tão simples e perturbadores.

  68. É tão bom encontrar alguém que valorize o íntimo e que deixa de lado o superficial ….
    Minha neta, de oito anos, quando dorme comigo geralmente lê, pra mim, uma historia..
    achei seu texto maravilhoso…. seguirei seu exemplo.

  69. Sim, vale a pena ressaltar outras qualidades além do aspecto exterior, mas é uma luta árdua e difícil, já que os nossos condicionamentos estão profundamente gravados em nossa consciência (sub-consciente). De aí confundirmos nossos gostos, atrações físicas naturais, com valores racionais, é uma questão instintiva, sermos atraídos pela beleza externa, quem não gosta de ver um belo rosto?, de aí que eu tenho me perguntado até onde é verdadeiro as belezas internas do ser humano?, é claro e evidente que nossos valores como sentimentos nobres, ser carinhoso, afetuoso, sincero sem ser mal educado, são qualidades que nos maiores observamos e qualificamos com maior interesse. Mas estamos presos as belezas externas, o porque disto, ainda não encontrei resposta. De qualquer maneira gostei do artículo, já que apresenta uma forma diferente de avaliar ou valorizar as pessoas, parabéns, fico grato que existam pessoas com uma consciência mais alta, obrigado.

  70. Republicou isso em Potion Wiggenwelde comentado:
    “Como conversar com meninas” é um texto magnifico da Lisa Bloom. Nos faz pensar nos males que acabamos causando as criancinhas, no que elas estão focadas a pensar nesse nosso mundo.
    Este texto é sobre meninas, mas existe um sobre garotos.

  71. Amei o texto. Sou de uma família de 3 irmãs, tenho 2 filhas e duas sobrinhas. E este tema sempre me intriga! Ouço constantemente que na Nossa família não nascem meninos como se isso fosse um defeito. Valorizar o Ser humano e suas possibilidades, com respeito a diversidade.

  72. Eu trabalho com Crianças e é importante que eu leia para saber lidar com os pequeninos … Desde pequena aprendi a ser muito vaidosa ,e isso me atrapalhou muito pois quando me tornei adolescente eu entrei em depressão e comecei a ter bulimia ,muitas vezes deixei de sair por estar me achando gorda ,mas hoje eu percebo que quando mostro meu corpo eu automaticamente passo a dizer que é a única coisa bonita em mim que eu consigo mostrar ,,, Se eu mostrar que sou mais que um belo sorriso vão me valorizar por isso ,pela minha inteligência e não por belas pernas … parabéns adorei tudo …

  73. Super legal esse texto, tenho uma filha de quase seis anos aqui em Milão na Italia e freqüentemente afronto esse tema.. Essa semana no meu blog escrevi um Post sobre tantas coisas que aprendi com minha filha ate hoje.. Mas confesso que o tema da Imagem é algo que tenho muito a aprender ainda…

    Um abraço

  74. Amei esse texto e eu tambem adoro livros mas tenho serios problemas em estar muito ligada a aparencias mas creio que depois dessa leitura irei me policiar mais e buscar mais de mim em outros aspectos como focar mais em conhecer quais minhas qualidades fora do padrão ligados a aparencia…tentarei fugir um pouco o que eu acho q sera dificio ja que estou muito ligada a isso mas tentarei..vlw..

  75. O texto é realmente interessante , mais interessante seria se a sociedade em geral agisse dessa forma ,valorizando mais a inteligencia e todas as outras qualidades que uma pessoa possa ter ,mas por outro lado penso que elogiar a aparência física também ajuda na formação da auto estima e confiança ,já que quando você conhece uma menina ,uma mulher ou seja lá quem for a primeira coisa que se vê é a aparência , e se a criança/Mulher é bonita ,é bonita é pronto,sinta se a vontade para falar isso a ela ou não .Se a criança era realmente bonita como o texto diz , nada impedia a autora do texto ao se ajoelhar para falar com a criança dizer : prazer em conhecê-la Maya ,você é muito bonita ,o que você esta lendo ?o que teria dimais nisso ?O ideal é o equilíbrio , o que não podemos é valorizar somente a beleza o tempo todo … Minha Opinião

  76. O difícil é que as crianças são muito lindas e fofas e deixamos transparecer isto.
    Acho que podemos fazer elogios , mas nada em excesso. Assim como acho que não devemos ir ao outro extremo e achá-las as mais inteligentes de todas. O importante e conversar muito com as meninas e deixar elas falarem. Só assim poderemos conhecê-las e ajudá-las para o seu crescimento interiror.

  77. Hoje um grande percentual da mídia, na maioria dos seus programas, fazem intencionalmente a inculturação de ideias eletra-narcisistas em nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos em geral. Nós, pais, que queremos pessoas amáveis, críticas e humano-divinas, precisamos estar sempre atentos à formação de pessoas na sua integralidade e a formação pré-parto e infanto-juvenil são etapas primordiais na edificação de uma personalidade sadia.

  78. Oi Juliana (gostei do nome!) Parabens pela iniciativa na traducao e no compartilhamento. Muito bom saber que no mundo tem cada vez mais pessoas que compartilham de pessamentos assim. Mas como esta no texto, dificil nao ter a primeira manifestacao de “vc esta linda”. O mais importante eh que a semente esta plantada e agora eh soh cultivar para crescer. Abracos… Juliana Shideler

  79. Republicou isso em Olhar de Filhae comentado:
    Artigo excelente sobre as meninas e suas lutas para se encaixar, dede muito cedo, nos padrões estéticos desse mundo maluco! A autora propõe uma abordagem diferente de nossa parte para com nossas lindas, porém, mais que isso: inteligentes meninas! Parabéns e um obrigada à Juliana Moore, do Blog L’Objet Trouvé pela contribuição e atitude! :)

  80. Concordo com o texto no aspecto de incentivo a leitura e desenvolvimento do raciocionio, porem achei o texto politicamente correto demais, crianças podem ser elogiadas e incentivadas a pensar. Criança pode assistir Cinderela e ler um livro, pode acreditar em papai noel e ler ” O pequeno principe “, vai chegar a hora da cobrança, é importante educar e orienta-la sutilmente, sem cobranças, minimizando as frustrações.

    A auto-estima vai ajudar em algum momento, sem errar a dosagem é valido o elogio, é valido a conversa, saber ouvir e quando necessario dizer não, e sempre com muito amor.

    Minha afilhada é presente em minha vida desde o seu nascimento, esta acostumada a ser elogiada, tem 4 anos, adora jogos (HiTech) de raciocinio, sabe conversar como adulta e tem uma inteligencia emocional peculiar, na escola é rápida e atenciosa, é linda e apaixonante, mas nos momentos certos em que beira o mimo, conversamos com ela “olho no olho” e explicamos o correto.

    Adultos nunca mais serão crianças, as crianças só serão crianças uma vez.

  81. Como é incrível; agente precisa que alguém, como você, ou poderia ser outra pessoa, nos diga algo assim tão importante e que deveria já ser visto como óbvio, por que agindo assim como somos acostumados agir com os pequenos, principalmente as meninas, vamos engrossando essa casca tão superficial que a sociedade, nós no caso, valorizamos tanto que é o externo, sendo que o interno é o que define uma pessoa.

  82. Hoje em uma festa que reuniu toda a família estive em contato com 3 primas que variam entre 9 e 12 anos, todas lindamente vestidas, lembrei desse post e conversamos sobre a escola, as matérias favoritas delas e tudo que vinham estudando, e até mesmo os idiomas que elas querem aprender, a resposta foi unânime (e surpreendente pra mim): francês.
    Apesar de não ter comentado antes, concordo plenamente com o post, e esse é um exercício muito válido tentem em casa e se surpreendam assim como eu =)

  83. Gostei muito desse artigo e acho que a autora está coberta de razão. Mas acho também que é muito dificil ir contra o peso esmagador de nossa cultura que insiste na estética e em padrões de beleza impostos pela midia.
    No meu tempo era o contrário. Meninas bonitas queriam ser valorizadas por sua inteligência.
    E o fato é que mais cedo ou mais tarde, escolhas serão feitas. Haverá sempre mulheres que usam seus atributos físicos para conseguir o que querem e outras que vão atrás com sua capacidade de decifrar o mundo.
    A diversidade é bem-vinda!
    Mas o ideal seria que todas amassem os livros. É lá que aprendemos como lidar criativamente com as nossas dificuldades.
    E tem também o cinema. As meninas podem começar gostando de filmes cor de rosa e depois ir descobrindo os mais “verdes” para usar a metáfora do artigo.
    Eu tenho um blog que tenta formar público para o cinema. Eu amo cinema desde pequena e quero ver pessoas amando os filmes e aprendendo com eles.
    Parabéns pelo seu blog!
    Eleonora Rosset
    Meu blog: http://www.eleonorarosset.com.br

  84. Amei o tempo com uma menina deve ser gasto num diálogo de outros valores q deixa de lado a moda e a performace. Uma performace no coração, valores morais, o seu valor jamais será na roupa q veste, ou no marca q vc usa!!!Obediência aos pais, e um bom coração isso sim!!!

  85. Li o texto no dia 27 de maio e fui tentar na minha sobrinha. Ela veio dormir na minha casa e separei um tempo para conversar com ela sobre livros que eu gosto, personagens femininos importantes e mulheres que eu admiro. A resposta dela para todos me assustou muito. Ao elogiar a Emma Thompson, que escreveu, atuou e produzir o filme Nanny McPhee, dizendo que admiro muito ela, minha sobrinha perguntou: Ela é bonita? Eu disse que admirava ela pelo seu trabalho e não pela sua aparência. E ela respondeu: Mas ela é bonita ou não? Eu disse que não importava, e ela disse que não ia gostar de alguém que fosse feio. Fiquei muito assustada em como isso já está impregnado numa menina de 8 anos recem completados. Agora adotei a frase “pare de ligar pra aparências” como resposta para esse tipo de atitude dela e tento me policiar para evitar fazer elogios de vaidade.

  86. Concordo que temos que incentivar as crianças a trabalharem suas mentes. Mas a auto-estima também é importantíssima para sua saúde mental. Isso significa estar bem consigo mesma e com seu corpo (ponto). Não é preciso passar esmalte, rímel, comprar roupas caras etc. para gostar de si mesma, mas acredito que elogios são fundamentais…

  87. Compartilhei. Vejo homens e mulheres que me criticam por nunca pintar os cabelos, nem as unhas, não uso maquiagem. Desde adolescente, sempre fui assim. Estou com 48 anos. Aprendi muito com os livros e com a minha família que valoriza os estudos e mulheres que trabalham fora (dependentes, como são homens e mulheres). As mulheres, e agora os homens, acham necessário se submeterem e essa ditadura do corpo e do consumo de tempo com coisas que considero inútil. É lindo cabelos brancos, cara limpa, unhas curtas. Nunca detonaram os meus cachos, sempre adorei eles rebeldes e bem nutridos. Sinto muito ver que os homens agora estão sofrendo na pele o que muitas mulheres sofrem ao colocar botox, silicone, cirurgia plástica, depilação. É importante nutrir o corpo, fazer higiêne adequada, amar cada pedacinho, usar com moderação tanto o corpo como o nosso tempo. Buscar mais autoconhecimento e valorizar a própria existência. O que está na moda é sustentabilidade, leveza, simplicidade. Que ensinem isso a nossas crianças, meninas e meninos. Aprendemos muito lendo, faz parte.

  88. Oi! Tenho uma irmã de 8 anos e seguidamente ela fala que está gorda. Uma vez ela ficou pulando corda, dizendo que era pra emagrecer, e depois vomitou no banheiro (era catarro por causa da gripe, mas fiquei bem preocupada).
    Outra vez eu cheguei em casa do trabalho e ela estava chorando dizendo que era muito feia.
    Agora, depois de conversar bastante com ela, ela está mudando de ideia. Mas é difícil.
    (Aliás, sem querer ser irmã coruja, minha irmã é uma das coisinhas mais lindas que eu já vi na vida, tem uns olhos azuis lindos e umas bochechas rosas perfeitas pra apertar. Mesmo se ela não tivesse, claro, continuaria sendo a mais linda do mundo pra mim).

  89. Já havia lido esse texto e acho um pouco contraditório… pensei: Pôxa, uma menina que tem auto-estima boa não vai sentir necessidade de fazer cirurgias ou regime, etc, pois estará feliz com seu corpo. A procura pelo “perfeccionismo” no corpo vejo em duas vertentes: auto-estima baixa ou supervalorização do supérfluo. A segunda esta geralmente enraizada naquela valorização das imagens de modelos, atrizes globais e princesas que são esfregadas na cara delas desde pequenas, somadas a comentários do tipo: como essa mulher é linda, ela é o máximo e coisas do genero… sem valorizar o que a pessoa pensa ou agrega, e apenas valorizando o seu corpo e seu rostinho bonito. A primeira vai como produto da segunda, uma vez que com auto-estima baixa, pois não se encaixa dentro dos padrões de beleza ditadas na outra vertente, acreditará que a única forma de alcançar a felicidade é fazendo uma correção estética… Claro que devemos ressaltar e admirar as conquistas da menina, o que ela gosta de ler, o que gosta de fazer, etc… mas também ignorar que ela ficou linda no vestidinho ou dizer que tem vontade de abraçar até sufocar aquela carinha amassada de quem acabou de acordar de tão linda que está não vai fazer mal a criança, pelo contrário… não é? Bom, sei lá… é o que eu penso…. Abraço!

  90. Ola Juliana, bastante interessante o texto. Muitas possibilidades de discussão a partir dele. O caminho que a autora toma, ao criticar as introjeções sobre beleza que os adultos fazem é possibilitar novas falas, novos discursos. O que chamo a atenção é de existir um caminho também perigoso de criação de outros determinismos, sem levarmos em conta a criatividade infantil em suas próprias escolhas.
    Segue um post do meu blog que falo sobre as ideações da beleza em relação ao universo infantil: http://caleidoscopiopsi.blogspot.com.br/2014/01/espelho-espelho-meu.html

    um abraço

  91. Ola Juliana, bastante interessante o texto. Muitas possibilidades de discussão a partir dele. O caminho que a autora toma, ao criticar as introjeções sobre beleza que os adultos fazem é possibilitar novas falas, novos discursos. O que chamo a atenção é de existir um caminho também perigoso de criação de outros determinismos, sem levarmos em conta a criatividade infantil de suas próprias escolhas.
    Segue um post do meu blog que falo sobre as ideações da beleza em relação ao universo infantil: http://caleidoscopiopsi.blogspot.com.br/2014/01/espelho-espelho-meu.html

    um abraço

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